1. O Jorge Vercillo era legal aqui



    Desculpa, mas era. Grande música.

  2. Rabisco

    (Encontrei esse texto aqui. Não sei o que ele era para ser, mas meio que gostei.)

    Café. Nem cogitei pedir para que ela ficasse, mas eu não queria nem ter recebido-a. Não hoje. E talvez nunca mais. O calor era intenso como já estamos acostumados, mas as cortinas permaneciam fechadas enquanto o ar condicionado me obrigava a usar um casaco. Verão.

    Naquele domingo os planejamentos eram inúteis. A família entendera que a gasolina do carro não aguentaria a viagem até lá, o que era uma mentira deslavada: só queria me poupar da convivência com o primo que se formou em engenharia de automação e já ganha um salário de cinco dígitos. “E só tem vinte e quatro anos!”, se orgulha minha tia, que nestas ocasiões sempre direciona os comentários a mim. E eu começo a ouvir as diversas asneiras que envolvem as minhas escolhas, o molho da macarronada parece azedar e eu volto logo para casa. Ou seja: a viagem é inútil.

    Os últimos dias, em geral, haviam sido tocados com acordes menores. Minha vida andava meio Dm. De vez em quando alguma coisa, tipo a visita que fora embora, fazia com que tudo soasse um tanto quanto C#m. Mas eu queria mesmo era algo mais G, mais A, mais D, em ritmo de uma bossa tão despreocupada que eu nunca mais reclamaria do mundo.

    Eu me sentia velho, jogado para escanteio. As turmas de amigos não combinavam mais de sair, principalmente porque meus amigos não combinavam mais uns com os outros. Era inútil também tentar arrastá-los. Às vezes um ou outro topava algo ali, de um jeito meio torto, e passávamos horas tendo conversas desnecessárias e atravessadas, fruto de uma tentativa estúpida de continuar mantendo laços.

    Meu único amigo de verdade era Bernardo, cheio de sotaque e de talento, inúmeras vezes melhor do que eu, porém, frustrado. E bastava um telefonema para que ele aceitasse sair para algum lugar. Naquele domingo, como em vários outros, combinamos então um almoço ao meio dia em um restaurante do qual ele ouvira falar bem, mas onde nenhum de nós havíamos estado - se fosse ruim, trocaríamos pelo chope do outro lado da rua mesmo, tanto fazia, como ele concordou enquanto provavelmente esperava a namorada do lado de fora da igreja, seu feriado dominical há pouco mais de um ano.

    Preenchi o resto da manhã cuidando da minha conturbada vida virtual. Desde sexta não abria o e-mail. 64 mensagens. Provavelmente mais de 50 eram importantes. Por mim, tudo ficaria meio para lá, mas fazer o quê… Não dava. E a hora de sair de casa chegou bem na hora da resposta do último e-mail. “Gêmeos, meu signo é gêmeos”. Tudo mentira. É Leão.

    Desisti de ir de carro e peguei o ônibus mesmo. Sentei-me ao lado de um palhaço. De um cara vestido de palhaço, Não tardou para que ele puxasse conversa e passasse das gracinhas (eu não estava com humor para encontrar uma moeda na minha orelha) para assuntos que ele determinava mais sérios, como o Starbucks.

    - Jovem, vocês hoje em dia têm muita frescura. No meu tempo, a gente chegava na padaria, escolhia se era bom leite ou sem, açúcar, adoçante, mel, essas coisas… Podia vir até chantilly, sabia? Mas não tinha essa frescura de nome em copinho. O dono da padoca já me conhecia muito bem.

    - Pois é… - comentei, avoado. Para mim tanto fazia.

    - Sem contar o preço…

    (zzzzzzzzzzzzzzzzzzz)

    - É…

    (trecho falho)

    Eu tinha uma certa inveja de Bernardo. Ele não era nada bonito, mas atraia a atenção muito fácil quando andava por aí. Mesmo com toda a sua frustração, ele parecia seguro de si. Já eu… Eu queria chamar a atenção também. Mais que ele, porque ele não pretendia nada com isso.

    Quando ele se aprontava para falar (nem que fosse contar uma piada), todos pareciam para para ouvir, igual ao Colin Firth em “O Discurso do Rei”,

    - Amigo - soltou ele

    - Diga.

    - Primeiro você.

    - Tô sem ideia.

    A verdade é que eu gostava do Bernardo.

  3. Se dor de cotovelo fosse gostosa

    Fui ouvir o álbum da Regina pela primeira vez de manhã, com sono.

    Mas alguma coisa fez com que eu acordasse com essa música (colocando em versão ao vivo porque acho bem, bem, bem mais linda).

    Regina, cê acabou comigo.

    Quem me dera se dor de cotovelo fosse tão gostosa quanto essa música (o simples e óbvio das dores do cotovelo, mas quem nunca?).

    (acho que a Regina fala de morte, mas como eu sou dramática prefiro interpretar como dor de cotovelo)

  4. De novo sobre Barbie

    A casa é da Barbie

    O carro é da Barbie

    A Barbie é tudo!! Médica, advogada, professora e até mesmo salva-vidas! A Barbie é o que ela quiser!

    O Ken é um mauriçola (aposto que vai à LIV nos finais de semana tomar caipifruta de vodka) bosta que está sempre vestido de surfista, mauriçola (nem coxinha ele chega a ser, pq coxinha é rico) ou noivo. Daí a Barbie largou o Ken… (thanks, @ichigohime)

    …pra pegar outro mauriçola bosta chamado Blaine. Que tem cara de beija rapazes.

    A Barbie é uma mulher tão poderosa que só merecia mesmo o Max Steel. Você tava fazendo certinho quando roubava o Max Steel do seu irmão/amigo para brincar de Barbie!

    P.S.: nem inventa de arrumar um Beto, Barbie!! Véi, na boa…

  5. Cool



    Sobre estar bem (só que não) mesmo que as coisas não estejam na ordem que a gente gostaria. C’est la vie.

    Dá uma pequena inveja da Gwen.

    E esse clipe é um DeLorean.

  6. Checklist do fim-de-semana



    ( ) viajar

    ( ) me embalar

    ( ) dar uma festa

    ( ) tocar um puteiro

  7. Flashes do Final de Semana (com filtros)

    Fazia mais de 1 ano que eu não ia ao Kitnet. Para comemorar a minha volta ao local (e o ingresso do Jonas na noite campineira), Julia Lemmertz apareceu para dar o ar da graça.

    Conheci o Cartoons Bar (não confundir com Cartum, aquela balada das lobas e garanhões em Sousas), no Cambuí. Eles têm um sofá dos Simpsons. Eu e meus amigos tivemos direito a um show quase particular e a muita troca de bilhetinhos no guardanapo. 

  8. Charlie Brownie

    Eu tenho um problema sério: pesco algumas coisas por aí e não sossego enquanto não dou meu próprio sentido a elas. Hoje era um dia normal e isso poderia ter acontecido com o hipster da Praça de Alimentação da faculdade que comia um folhado de carne enquanto provavelmente ouvia Beirut (ele tinha cara de Beirut), ou então com a minha própria desgraça em falhar e comer uma coxinha com Pepsi, ou ainda (sempre há um ainda), fuçando um pouco mais cedo no dia… que tal a repórter baiana que bla bla bla ai chega né.

    Escolhi Charlie Brownie.

    Mas, afinal, o que seria Charlie Brownie?

    A expressão eu roubei da minha fatídica van. Um dos elementos que lá frequentam perguntava ao outro o que era um brownie (BRÁUNIE). Outro se mete na conversa: “mas não é brownie (BRÔUNIE)?”. O que fora indagado arremata: “Charlie Brownie”. Todos riem e mudam de assunto. O primeiro não ficou sabendo que brownie é uma coisa muito gostosa que ele está PERDENDO de comer. Mas eu ganhei “Charlie Brownie”. Daí eu penso: meu Deus, pra quê?

    Charlie Brownie seria uma versão fofinha do Charlie Brown Jr.? 

    http://bigcryboy.tumblr.com/

    Ou seria o Charlie Brown. O de verdade. Que, segundo o Google, já se apresentou como Brownie Charlie em uma de suas peripécias. Quase lá.

    Também tem um cara que vende brownies e chama Charlie. Ele faz os Charlie’s Brownies. Parecem gostosos.

    Talvez um dia eu transforme Charlie Brownie em alguma coisa mais legal. Mas, por enquanto, fico só nestes posts tontinhos mesmo.

  9. Amizade a conta-gotas

    Vivemos num universo tecnológico no qual estamos sempre nos comunicando. Mas parece que estamos sacrificando a conversa plena em nome de uma mera conexão.

    Em casa, as famílias se sentam juntas e ao mesmo tempo mandam mensagens de texto e leem e-mails. No trabalho, executivos trocam SMS no meio das reuniões. Enviamos mensagens (além de fazer compras e atualizar o Facebook) durante as aulas e até encontros românticos. Meus alunos me contaram sobre uma nova habilidade: olhar nos olhos da pessoa enquanto digitamos uma mensagem no celular para outra; é difícil, mas não impossível.

    Texto completo aqui

    Lembrando que fiz um texto mais ou menos assim…

  10. Meiolândia

    Todo mundo é meio assim.

    (vi no facebook do Jerri Dias)

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